Mar 26 2008

Rendas de Bilros de Peniche

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Rendas de Bilros:

renda6.jpgAquele rude e utilitário trabalho de tecer a rede de nó para os labores da pesca, terá exaltado a imaginação feminina, fazendo-a conceber a delicada arte das rendas de bilros.Se elas surgem, aqui e além por todo o litoral, onde labutam famílias de pescadores, não podemos deixar de salientar uma terra onde as rendas se enraizaram de tal forma, que mais conhecida a tornaram: Peniche.As rendas de bilros nacionais são conhecidas pelo nome genérico, que essa terra também, lhes emprestou.Ao analisarmos as hipóteses lendárias do nascimento da renda, não pudemos repudiar aquela que admite, que a fantasia feminina, tocada pela visão complicada das ondas irisadas, desfeitas nos rochedos ou nas calmas areias cedesse a imitá-las na tecedura das rendas.E, fossem trazidas pelos Fenícios ou pelos Nórdicos da Europa, o que é certo, embora a versão seja menos romântica, é que a renda de bilros nasceu em Portugal por imperativos económicos.A escassez da pesca e das colheitas agrícolas, obrigaram a mulher a lançar mão dessas habilidades para auxiliar a manutenção do lar, graças a este situação a renda de bilros se tornou uma arte nacional de maior requinte.

rendileh12.jpgA técnica da renda de bilros seria em tempo limitada a modelos muito simples, dado que só em 1590, apareceram os estatutos que regulavam o fabrico de alfinetes, elemento essencial para a fixação, cruzamentos, sujeitando a renda aos furos praticados no pique a espaços regulares.
O fio ideal para o seu fabrico era o linho, pela elasticidade, fiado á mão, conseguia-se espessuras muito finas.As Rendilheiras de Peniche executam por encomenda, trabalhos dos mais simples aos mais transcendentes, com clássicos padrões e novos modelos, todos eles inspirados para renovar tendências artísticas, que anseiam evoluir.

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